Santa Vitória

Santa Vitória

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Missa de Reis no Cimo do Monte do Galo - Carnaúba dos Dantas/RN












































Hoje, dia 06 de janeiro de 2011, foi celebrada no cimo do Monte do Galo mais uma missa em comemoração ao Dia de Reis. O celebrante da missa foi o Padre Valdir (novo pároco do nosso município). Participaram da celebração pessoas do município e, alguns romeiros e devotos que ali, se faziam presentes. Desde já, agradecemos a presença de todos. Que Santa Vitória os abençoe. Amém.

Quem ama a Deus ame também o seu irmão.

Nós devemos amar, porque Deus nos amou primeiro. Se alguém disser: «Amo a Deus» e odiar o seu irmão, é mentiroso. Quem não ama o seu irmão, que vê, não pode amar a Deus, que não vê. É este o mandamento que recebemos d’Ele: quem ama a Deus ame também o seu irmão. Quem acredita que Jesus é o Messias nasceu de Deus e quem ama Aquele que gerou ama também o que d’Ele nasceu. Nós sabemos que amamos os filhos de Deus quando amamos a Deus, cumprindo os seus mandamentos, porque o amor de Deus consiste em guardar os seus mandamentos (1 Jo 4, 19 – 5, 4).

Continuamos com a primeira Epístola de São João, onde se acentua a origem do Amor, o próprio Deus, foi Ele que nos amou primeiro, e a consequência desse amor, amarmo-nos como irmãos. Por outro lado, uma conclusão óbvia do Apóstolo, quem ama a Deus ama também o seu irmão, ou é mentiroso, uma vez que não é possível separar o amor de Deus do amor ao próximo, seria uma contradição intransponível. O amor a Deus conduz, inevitalvelmente, à concretização desse amor na relação com o nossso semelhante

Carta a um recém nascido

Olá menino

Escrevo estas linhas, enquanto acabas de chegar a este mundo. Neste tempo que vivemos, nenhum ser humano merece tanto as boas vindas como tu. Os jornais têm publicado imensas notícias sobre ti, alguns com fotografias tuas, com teus pais, (também alguns animais!!!), despido, silencioso, aconchegado no teu berço de palha, mãos e olhos abertas, como que a querer agarrar a vida que tanto te custou e que muitos te quiseram tirar.

Muito poucos falam realmente de ti, da tua gestação, do esforço, sofrimento, paciência de tua mãe, da paciência do teu pai, do teu nascimento, no lugar onde nascem a maioria das crianças: desprovidas de tudo.

Tanto barulho, tanta luz e cor, desenfreado movimento nas novas catedrais: os centros comerciais. Poucos te visitam? Que te interessa? Não te basta ver esta alegria imensa, esta roda viva? Alguém, outro que tu, consegue tanta mobilização, tantas trocas comerciais, tantos jantares em família, tantas viagens e passeios, tantas oferendas,?...

Não fiques triste, meu menino, se não recebeste muitas coisas. Tens uma mãe e um pai ao pé de ti! Quantos como tu não podem dizer a mesma coisa!? Não houve uns certos pastores que foram visitar-te? Sim, não levaram nada, eram rudes no falar, “azoeiraram” os teus ouvidos com um falar forte e ao mesmo tempo. Iam esfarrapados, com um único pedaço de pão já de três dias. E então? Não fizeram eles a viagem para te ver?

E aqueles personagens misteriosos, aparecidos ninguém sabe de onde, que se diziam reis? Que desilusão ao encontrar-te “defendido” por dois mansos animais. Desconcertados, pensando que os seus presentes seriam ridículos no meio de tanta riqueza e sumptuosidade do “rei dos reis”, verificaram ser os mais importantes, os mais nobres para o momento!

Sim, as bombas continuam, indiscriminadamente, a matar, os corruptos a dormir tranquilos, os iníquos e injustos, a aproveitar-se dos mais fracos. Mas não és tu o “príncipe da paz”, o “manso e humilde de coração”? Há muitos que depositam imensa esperança em ti. Não para tu fazeres tudo, não. Um homem só, não o consegue. Mas pode ajudar, encorajar, iluminar, fortalecer, guiar,…

Há muitos que querem calar-te, excluir-te do seu círculo de influência, dos postos de reflexão e decisão. Alguns tentaram matar-te mesmo antes de nasceres. Não o conseguiram porque a carne da tua mãe foi a tua blindagem, a tua defesa. As mães, são assombrosamente bem feitas. Não existe no mundo couraça mais forte que o seu amor. É graças a ele que estás vivo.

Devo confessar-te que tenho medo: Como reagirás quando começares a dar-te conta da nossa triste realidade de guerras, violências, injustiças, opressão refugiados, fome, secas, desigualdades,… o que pensarás da raça humana que recebe com bombas um filho de Deus, um pequenino, membro da sua espécie?

Quero pedir-te que não nos odeies. Se puderes, procura compreender que a violência faz parte da nossa história; há entre nós aqueles que preferem a loucura das ideias a uma vida como a tua; há outros que ainda não aprenderam sequer “as primeiras letras do alfabeto do amor”. Perdoa-nos se puderes, meu menino. E luta obstinadamente por ser feliz, porque ninguém tem tanto direito de o ser como tu. Talvez possas então compreender porque experimentamos hoje tanta alegria e tamanha vergonha ao dar-te as boas vindas a este mundo, que muitas vezes nem sequer merece o adjectivo de “humano”.

Fica bem

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O Valor das Pequenas Coisas

Em cada indelicadeza, assassino um pouco aqueles que me amam.
Em cada desatenção, não sou nem educado, nem cristão.
Em cada olhar de desprezo, alguém termina magoado.
Em cada gesto de impaciência, dou uma bofetada invisível nos que convivem comigo.
Em cada perdão que eu negue, vai um pedaço do meu egoísmo.
Em cada ressentimento, revelo meu amor-próprio ferido.
Em cada palavra áspera que digo, perdi alguns pontos no céu.
Em cada omissão que pratico, rasgo uma folha do evangelho.
Em cada esmola que eu nego, um pobre se afasta mais triste.
Em cada oração que não faço, eu peco.
Em cada juízo maldoso, meu lado mesquinho se aflora.
Em cada fofoca que faço, eu peco contra o silêncio.
Em cada pranto que enxugo, eu torno alguém mais feliz.
Em cada ato de fé, eu canto um hino à vida.
Em cada sorriso que espalho, eu planto alguma esperança.
Em cada espinho, que finco, machuco algum coração.
Em cada espinho que arranco, alguém beijará minha mão.
Em cada rosa que oferto, os anjos dizem: Amém!

(autor Roque Schneider)

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

TESTEMUNHO

Sabe Minha Querida Mãe, não sei usar lápis nem papel, por isso pedi para minha filha escrever esse palavreado para mim. A escola que eu participei foi a da vida. Sei que sou meio bronca, mas Maria não era rica e foi escolhida por Deus para ser a mãe do Menino Jesus.
Esse escrito no papel é para agradecer por uma imensa graça alcançada. Sou da Paraíba, morava num povoado bem pequeno, quase duas horas montada num jumento para chegar na cidade mais próxima.
Casei aos catorze anos de idade e tenho sete filhos. Três dos meus filhos moram na cidade grande. Eles foram para lá estudar. Outros três filhos estudam aqui mesmo no povoado. A professora é boazinha sabe! Ela traz todo o materia que as crianças usam na escola. Todo dia ela faz isso.
Olhe, Minha Amada Mãe Santa Vitória, quero falar tudo o que o meu coraçãozinho sente. O meu sexto filho (9 anos de idade) tinha uma doença muito grave. Os médicos viviam pedindo exames e, muitas vezes a gente nem tinha dinheiro pra fazer os exames então, o jeito era pedir. Tinha vergonha de fazer isso,mas era o jeito. Não conseguia mais ver meu menino agonizando numa rede com o corpo tomado pelas feridas. Não eram quaisquer feridas sabe? Era ferida feia mesmo. Daquelas que sangram e fedem. Tinha ferida em tudo que é canto no corpinho miudo dele. Nem comer ele aguentava mais (só tomava líguidos). O pior é que tudo o que a gente ganhava era da agricultura e, naqueles dias, não estava nada boa.
Isso começou em meados de 2009 indo até outubro de 2010. O pouco que a gente tinha foi gastando com as viagens para a cidade grande, já que o medicamento foi doado por uma pessoa que nunca se identificou. Mesmo assim, Deus foi muito bom com a minha família. Meus filhos que moram na cidade grande aprenderam a ler e a escrever, coisa que não aconteceu comigo e, todos tem bons empregos. Dois são casados e a moça, está noiva de um doutor. Graças a Deus eles me ajudaram muito durante todo esse tempo de agonia.
Minha Amada Mãe, um dia, numa dessas viagens para a cidade grande, meu filho começou a gritar com a agonia das feridas em seu corpo. Chorava e gritava em desespero, até que perdeu a consciência. Em minutos chegamos ao hospital, colocaram um negócio lá no rostinho dele (disseram que era um balão de oxigênio) e levaram rapidamente o meu menino para uma sala. Algumas horas depois, chegou um médico todo de branco e me disse que o caso dele era muito sério. Ele estava com um tumor no cérebro e era necessário uma cirurgia urgente. Infelizmente, ele poderia não sair vivo dali ou, se saísse, talvez tivesse algumas dificuldades para andar, falar... Não queria perder o meu filhinho então, dei a minha permissão, pois meu esposo ainda não havia chegado.
Naquele instante meu marido e meus filhos chegaram ao hospital. Chorei desesperada e, a minha filhinha, a que escreveu essa cartinha, tirou um tercinho da bolsa e pediu que todo mundo se desse as mãos e orassem pedindo que Santa Vitória intercedesse ao Bom Jesus por aquela criança que estava agora, naquele momento, passando por uma grave cirurgia. Ela falava tanta coisa bonita que parecia que tinha um monte de anjos ao nosso redor. Ela dizia que Santa Vitória intercedesse para que o Bom Jesus transformasse em anjos, aqueles médicos. Ficamos ainda umas cinco horas ali, naquela sala de hospital. Meu marido, coitado, se agarrou ao tercinho que minha filha lhe deu e rezava o tempo todo. Já era noitinha quando o médico apareceu e disse com ar cansado e um meio sorriso na boca que a cirurgia tinha sido um sucesso. Agradecesse a Deus, pois havia acontecido um milagre com meu filho.
Ainda não posso ir até essa cidadezinha (Carnaúba dos Dantas-RN) abençoada agradecer pessoalmente pela graça alcançada, mas minha filha faz isso por mim. Sabe o que é? Meu filho, hoje, voltou a andar. Ele está aos poucos recuperando a fala. Precisei sair do meu povoado para cuidar bem do meu filhinho. Moro numa casinha perto do hospital comprada para nós pelos três filhos que moram na cidade grande. Três vezes por semana meu filho mais velho pega meu menino para levar na fisioterapia. Santa Vitória, obrigada por interceder junto a Jesus em nome do meu filhinho. Amém.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

UMA LUZ EM NOSSAS VIDAS


Bom dia!... Boa Tarde!... Boa noite! Que o Natal tenha acontecido para todos vocês na mais santa paz. Que a notícia do nascimento do Menino Jesus tenha sido notícia também, de vida nova para todos. Que a luz resplandecente que emana do Espírito Santo tenha conseguido fazer nascer em vossos corações todo o amor, perdão e solidariedade para com o próximo. Que essa mesma luz tenha conseguido também, adentrar em vossas residências iluminando os corações de todos os vossos familiares num gesto de amor fraterno e sincero, pois foi dessa forma que Deus anunciou o nascimento do Menino Jesus. Ele veio ao mundo para nos guiar nessa imensa luz de bondade, espiritualidade, humanidade, amor, esperança, paz, fé... É assim que nós que fazemos o blog amigosdesantavitoria.blogspot.com vemos o nascimento do Cristo Salvador: como uma luz que nos guia ao caminho certo. Nos guia ao caminho da salvação.

Que essa luz que vem do Cristo Nosso Senhor, possa, durante mais um ano novo que está se iniciando, irradiar com sua luminosidade toda a humanidade.
Que cada um de nós, devotos ou não de Nossa Senhora das Vitórias, possamos renascer na luz do Espírito Santo. Que Santa Vitória nos abençoe. Amém.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Jesus, o Rei dos reis

O próprio Jesus, diante de Pilatos, proclamou ser Rei. E testemunhou que o Reino d'Ele não era deste mundo, como Pilatos pensava:

Pilatos entrou, de volta, no palácio, chamou Jesus e perguntou-lhe: “Tu és o Rei dos Judeus? Jesus respondeu: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”. (Jo 18,33.36).

Jesus se declara Rei, mas afirma que o Reino d'Ele é totalmente diferente. Ele realmente é Rei dos reis, e Senhor dos senhores, e não pode deixar de sê-lo. Essa é a essência de Cristo, porque o Pai O constituiu Rei e Senhor.

É importante para nós que Jesus seja nosso Rei. A maior alegria de Jesus, Rei, é que permaneçamos firmes na Igreja que Ele nos deu.

Deus abençoe você!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

(Trecho do livro "Eucaristia, nosso tesouro" de monsenhor Jonas Abib)