Santa Vitória
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
COMEMORAÇÃO DO ANIVERSÁRIO DA IRMÃ VERA LÚCIA (24/11/2010)
No dia 24 de novembro de 2010, comemorou-se o aniversário da Irmã Vera Lúcia (Irmã Josefina) em sua residência, no Bairro Dom José Adelino Dantas (Monte do Galo), Carnaúba dos Dantas - RN. Na ocasião, a Irmã Aparecida (Irmã Josefina) homenageou os aniversariantes do mês, ali presentes. Foi uma comemoração bem simples, onde compareceram alguns casais do ECC que fazem parte da Pastoral Familiar e, pessoas da comunidade que fazem parte do Movimento das Famílias de São José.
Que Deus possa abençoar a Irmã Vera Lúcia lhe dando anos de vida à mais para que caminhe junto à sua comunidade em busca de santidade e paz espiritual.
"Eu não sou digno..."
Talvez se compreendessemos o grande dom que nos é oferecido a cada dia pelo Teu amor, aperceber-nos-íamos da nossa indignidade e, ao mesmo tempo, da grande dignidade que nos dás e a que nos chamas. Talvez fosse mais difícil entrarmos em jogos de poder e em "compromissos" que nos tiram a liberdade que nos dás... Talvez fosse mais difícil haver guerras, porque não quereríamos "estragar" a maravilha que é sentir-se amados e em tuas mãos a cada momento... Talvez essa era de paz, felicidade e Amor acontecesse todo o ano e não apenas numa época...
Ajuda-me, Senhor, a viver em constante vigilância dos meus atos, das minhas palavras... para ser instrumento de paz e nao de guerra!
domingo, 28 de novembro de 2010
UM ADEUS INESPERADO
Ele chegou para mim com olhar admirado, puxou-me pelo braço e disse-me:
- Tio, e você abraça ele assim, na frente de todos?
Sem compreender, virei-me para ele, um menino de uns treze anos de idade, aluno da escola onde leciono e disse-lhe:
- Claro que sim. Posso abraça-lo sempre que tiver vontade.
Ele, o menino, baixou a cabeça e saiu. Minutos depois, voltou para mim e, com olhar tímido, perguntou-me se poderia dar-lhe um abraço. No início não compreendi o motivo, mas depois ele contou-me que jamais tinha sido abraçado por sua mãe ou por seu pai. Falou-me que se por um acaso pedisse isso para um dos dois, apanharia. Aquilo deixou-me chocado, afinal, o que custa um abraço? Daquele dia em diante, todas as vezes que aquele menino me via, sorria e abraçava-me. Não era um abraço qualquer. Era o abraço de quem não sabe o que é carinho. De alguém que precisa ser amado e, de alguém que precisa de uma mão segurando a sua. O abraço de alguém que pede socorro.
Esse adolescente acabara de chegar de uma das maiores e mais perigosas favelas de Natal. No primeiro dia, todos o olhavam com medo, com receio de que ele fosse aprontar algo.
Ele chegou de mansinho surpreendendo a todos por seu geito sereno e manso de ser. Educado, amigo, colega, simpático, foi conquistando a todos na escola. Um menino muito inteligente e participativo. Estava sempre indagando, fazendo perguntas sobre tudo. Um anjo de olhar triste, apesar da alegria que exteriormente, transmitia. Sua família... Totalmente diferente, sem estrutura. Pessoas que pouco importavam-se em saber como ele sentia-se. Ali, ele via tudo o que o mundo profano tinha a oferecer-lhe: bebidas, drogas, prostituição... E dizia-me um dia, que queria sair dali. Queria poder sair para mudar aquela situação. Queria uma família de verdade.
Alguns meses após sua chegada , acostumamo-nos com sua presença. Sabíamos que em casa nada estava bem. Seu irmão mais novo (onze anos de idade) já roubara várias peças de bicicleta (bicicletas também). Seu pai e sua mãe não estavam bem (viviam brigando entre bebedeiras e consumo de drogas). O mais incrível, é que isso fazia com que ele estudasse ainda mais e seu desejo de ser alguém na vida, aumentasse.
O menino queria morar ali, na escola onde estudava. Ele encontrou naquele espaço tudo o que não encontrara em casa.
O tempo continuou a passar e, um dia, ele simplesmente sumiu. Não apareceu mais na escola. Não me procurou mais em casa. Sumiu! Ficamos sabendo que fugiu, pois sua família decidira ir embora de nossa cidade. Ele não acitava essa decisão, mas era obrigado a ir com os pais, caso ficasse. Era de menor, não poderia desobedecer.
Hoje, sempre que vejo nas telas de televisão meninos e meninas de rua, crianças espancadas pelos pais ou molestadas... Lembro-me daquele menino. Hoje, como professor, percebo que meu aluno é como um filho: precisa de carinho, compreensão, conforto, mão amiga e respeito. Assim, respeitando as diferenças, posso fazê-lo compreender seu papel importante na sociedade e, ajudá-lo a vencer as barreiras. Ele não sabe, mas quando ele me pediu um abraço, era eu quem estava precisando de um. Quando ele disse que gostaria de ser meu filho, eu não estava conseguindo ser pai. Foi aquele menino quem me ajudou a recuperar minha dignidade de mestre, esposo , pai e ser humano. A ele, agradeço pela mudança na minha vida. Onde quer que esteja, o abraço do PAI, nosso Deus, esteja contigo.
- Tio, e você abraça ele assim, na frente de todos?
Sem compreender, virei-me para ele, um menino de uns treze anos de idade, aluno da escola onde leciono e disse-lhe:
- Claro que sim. Posso abraça-lo sempre que tiver vontade.
Ele, o menino, baixou a cabeça e saiu. Minutos depois, voltou para mim e, com olhar tímido, perguntou-me se poderia dar-lhe um abraço. No início não compreendi o motivo, mas depois ele contou-me que jamais tinha sido abraçado por sua mãe ou por seu pai. Falou-me que se por um acaso pedisse isso para um dos dois, apanharia. Aquilo deixou-me chocado, afinal, o que custa um abraço? Daquele dia em diante, todas as vezes que aquele menino me via, sorria e abraçava-me. Não era um abraço qualquer. Era o abraço de quem não sabe o que é carinho. De alguém que precisa ser amado e, de alguém que precisa de uma mão segurando a sua. O abraço de alguém que pede socorro.
Esse adolescente acabara de chegar de uma das maiores e mais perigosas favelas de Natal. No primeiro dia, todos o olhavam com medo, com receio de que ele fosse aprontar algo.
Ele chegou de mansinho surpreendendo a todos por seu geito sereno e manso de ser. Educado, amigo, colega, simpático, foi conquistando a todos na escola. Um menino muito inteligente e participativo. Estava sempre indagando, fazendo perguntas sobre tudo. Um anjo de olhar triste, apesar da alegria que exteriormente, transmitia. Sua família... Totalmente diferente, sem estrutura. Pessoas que pouco importavam-se em saber como ele sentia-se. Ali, ele via tudo o que o mundo profano tinha a oferecer-lhe: bebidas, drogas, prostituição... E dizia-me um dia, que queria sair dali. Queria poder sair para mudar aquela situação. Queria uma família de verdade.
Alguns meses após sua chegada , acostumamo-nos com sua presença. Sabíamos que em casa nada estava bem. Seu irmão mais novo (onze anos de idade) já roubara várias peças de bicicleta (bicicletas também). Seu pai e sua mãe não estavam bem (viviam brigando entre bebedeiras e consumo de drogas). O mais incrível, é que isso fazia com que ele estudasse ainda mais e seu desejo de ser alguém na vida, aumentasse.
O menino queria morar ali, na escola onde estudava. Ele encontrou naquele espaço tudo o que não encontrara em casa.
O tempo continuou a passar e, um dia, ele simplesmente sumiu. Não apareceu mais na escola. Não me procurou mais em casa. Sumiu! Ficamos sabendo que fugiu, pois sua família decidira ir embora de nossa cidade. Ele não acitava essa decisão, mas era obrigado a ir com os pais, caso ficasse. Era de menor, não poderia desobedecer.
Hoje, sempre que vejo nas telas de televisão meninos e meninas de rua, crianças espancadas pelos pais ou molestadas... Lembro-me daquele menino. Hoje, como professor, percebo que meu aluno é como um filho: precisa de carinho, compreensão, conforto, mão amiga e respeito. Assim, respeitando as diferenças, posso fazê-lo compreender seu papel importante na sociedade e, ajudá-lo a vencer as barreiras. Ele não sabe, mas quando ele me pediu um abraço, era eu quem estava precisando de um. Quando ele disse que gostaria de ser meu filho, eu não estava conseguindo ser pai. Foi aquele menino quem me ajudou a recuperar minha dignidade de mestre, esposo , pai e ser humano. A ele, agradeço pela mudança na minha vida. Onde quer que esteja, o abraço do PAI, nosso Deus, esteja contigo.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Os anjos combatem a nosso favor
O Espírito Santo é, de modo especial, louvor, adoração, oração. Ele é fogo de amor a Deus, fogo de louvor. A Palavra diz que os apóstolos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar numa língua estranha, numa língua nova, que deixou a todos espantados. Não falavam em línguas estrangeiras, mas numa nova língua, diferente. Era a língua do Espírito Santo que explodia dentro deles em oração.
O que aconteceu com os apóstolos deixou muita surpresa em Jerusalém. Alguns pensaram que estavam bêbados, porque rezavam numa língua estranha, diferente. Para nós, isso é uma necessidade. Batizados no Espírito Santo, recebemos também a graça de orar numa língua nova.
Estamos travando uma terrível batalha espiritual e a arma que Deus nos dá contra os espíritos malignos espalhados pelos ares é justamente a oração em línguas. É o próprio Espírito Santo orando em nós. Mais ainda: é orar e cantar na língua dos anjos. Eles oram e cantam conosco, reforçando nossa oração, combatendo a nosso favor.
Os anjos têm uma visão do mundo espiritual que nós, seres humanos, não temos, pois são espíritos. A grande maravilha é que, quando você ora e canta na língua deles [anjos], eles combatem a seu favor. É preciso que você ore e cante nessa língua para que esses seres celestes venham e combatam a seu lado.
Deus abençoe você!
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
(Trecho do livro "O Espírito sopra onde quer" de monsenhor Jonas Abib)
O que aconteceu com os apóstolos deixou muita surpresa em Jerusalém. Alguns pensaram que estavam bêbados, porque rezavam numa língua estranha, diferente. Para nós, isso é uma necessidade. Batizados no Espírito Santo, recebemos também a graça de orar numa língua nova.
Estamos travando uma terrível batalha espiritual e a arma que Deus nos dá contra os espíritos malignos espalhados pelos ares é justamente a oração em línguas. É o próprio Espírito Santo orando em nós. Mais ainda: é orar e cantar na língua dos anjos. Eles oram e cantam conosco, reforçando nossa oração, combatendo a nosso favor.
Os anjos têm uma visão do mundo espiritual que nós, seres humanos, não temos, pois são espíritos. A grande maravilha é que, quando você ora e canta na língua deles [anjos], eles combatem a seu favor. É preciso que você ore e cante nessa língua para que esses seres celestes venham e combatam a seu lado.
Deus abençoe você!
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
(Trecho do livro "O Espírito sopra onde quer" de monsenhor Jonas Abib)
A memória não é livre, é automática...

Cuidar da qualidade daquilo que é registado na nossa memória é mais importante do que cuidar das nossas contas bancárias. Nestas, depositamos dinheiro; naquelas, fazemos os depósitos que financiarão a nossa riqueza emocional".
"... As crianças têm de ter infância, têm de registar uma história de prazer, criatividade e interacção. Uma criança alegre gerará um adulto com um grande prazer de viver. Uma criança rígida gerará um adulto bloqueado, tímido, inseguro....
"A memória de uma criança é como uma folha em branco, pronta para ser escrita, embora aos sete anos de idade uma criança já tenha milhões de experiências arquivadas...
"A memória não pode ser apagada, extinta e nem sequer eliminada, mas sim reeditada".
"... As crianças têm de ter infância, têm de registar uma história de prazer, criatividade e interacção. Uma criança alegre gerará um adulto com um grande prazer de viver. Uma criança rígida gerará um adulto bloqueado, tímido, inseguro....
"A memória de uma criança é como uma folha em branco, pronta para ser escrita, embora aos sete anos de idade uma criança já tenha milhões de experiências arquivadas...
"A memória não pode ser apagada, extinta e nem sequer eliminada, mas sim reeditada".
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
UMA SANTA MENINA
Uma menina! Uma menina linda de apenas catorze anos. Um rosto de menina num corpo de mulher. Infelizmente, isso chamava a atenção dos homens. Imagine!
Ficava olhando-a passar pelas ruas estreitas do bairro, enquanto olhos esfomeados saboreavam sua beleza pura. Assobiavam, faziam piadas e gestos obscenos... Nada a fazia olhar para trás. Apesar de menina, tinha uma opinião formada sobre o que era certo e, o que era errado. Continuava andando em linha reta sem fazer conta das cantadas, da cobiça.
Observando as atitudes dessa menina, percebi que ela era diferente das outras - pelo menos de suas colegas. Ela ia sempre à missa, sentava-se nos bancos da frente na Igreja, comungava, participava de um grupo de jovens e estava sempre com uma bíblia nas mãos. Era motivo de piada na sala de aula, afinal, com tanta beleza, poderia namorar quem quisesse. Melhor, poderia ter tudo o que quisesse. Quando ouvia comentários do tipo, por parte de suas amigas, ela os repudiava. Fechava a cara e dizia com firmeza que tudo o que queria, era o "servir a Deus".
Num certo dia, ao sair da Igreja, à noite, foi seguida por dois rapazes. Eles diziam-se interessados por ela (os dois). Ela não deu atenção e continuou sua caminhada, afinal, eram colegas de escola e, certamente, aquilo não passava de brincadeira - brincadeira de mal gosto, claro. Os rapazes não desistiram e, em certo momento, numa rua escura, atacaram a pobre menina linda. A menina jamais imaginou que aquilo pudesse acontecer com ela. Numa rua escura, dois sujeitos imundos pegaram à força a pobre menina. A menina chorava e gritava sentindo na pele branca a perda de sua pureza, de sua castidade. As dores da carne, do sexo animal, irracional.Era assim que ela queria se entregar nas mãos de Deus: pura e casta. Naquele momento, enquanto chorava a dor da maldade humana; enquanto dois rapazes, não muito mais velhos que ela (deveriam ter entre quinze e dezesseis anos) rasgavam sua carne, ela se entregava a Maria Santíssima. Ela pedia entre lágrimas que Maria, mãe de Jesus intercedesse junto à Ele por aqueles dois meninos. Talvez eles não tivessem compreendido que ela, não os amava assim, como homens e mulheres se amam. Em sua inocência de menina, ela perdoou os dois. Em sua dor e agonia, pedia também a Maria que levasse consigo seu espírito. Não queria entregar-se ao Senhor Jesus, filho de Deus Pai, sentindo-se suja. Se assim fosse, não da mesma forma com que os dois rapazes haviam saciado o desejo carnal de ambos, arrancando-lhe o que de mais precioso uma mulher tem (sua virgindade), Maria intercedesse novamente ao bom Cristo Senhor Nosso e a levasse para junto dele. O corpo, para ela, deveria manter-se casto, limpo, para que o espírito fosse salvo. O seu, já não o era mais.
Ao terminarem o serviço, muito bem feito, diga-se de passagem, os dois jovens perceberam a loucura que fizeram. Os dois, ali, parados naquela rua escura e estreita, sujos de sangue e esperma, viam agora, deitada no chão e toda rasgada, a linda e santa menina de catorze anos de idade. Ajoelhando-se ao seu lado, os dois gritaram e choraram. Não conseguiam compreender o crime que acabaram de cometer. A menina ali, estuprada e morta, só queria amar a "Deus".
Ficava olhando-a passar pelas ruas estreitas do bairro, enquanto olhos esfomeados saboreavam sua beleza pura. Assobiavam, faziam piadas e gestos obscenos... Nada a fazia olhar para trás. Apesar de menina, tinha uma opinião formada sobre o que era certo e, o que era errado. Continuava andando em linha reta sem fazer conta das cantadas, da cobiça.
Observando as atitudes dessa menina, percebi que ela era diferente das outras - pelo menos de suas colegas. Ela ia sempre à missa, sentava-se nos bancos da frente na Igreja, comungava, participava de um grupo de jovens e estava sempre com uma bíblia nas mãos. Era motivo de piada na sala de aula, afinal, com tanta beleza, poderia namorar quem quisesse. Melhor, poderia ter tudo o que quisesse. Quando ouvia comentários do tipo, por parte de suas amigas, ela os repudiava. Fechava a cara e dizia com firmeza que tudo o que queria, era o "servir a Deus".
Num certo dia, ao sair da Igreja, à noite, foi seguida por dois rapazes. Eles diziam-se interessados por ela (os dois). Ela não deu atenção e continuou sua caminhada, afinal, eram colegas de escola e, certamente, aquilo não passava de brincadeira - brincadeira de mal gosto, claro. Os rapazes não desistiram e, em certo momento, numa rua escura, atacaram a pobre menina linda. A menina jamais imaginou que aquilo pudesse acontecer com ela. Numa rua escura, dois sujeitos imundos pegaram à força a pobre menina. A menina chorava e gritava sentindo na pele branca a perda de sua pureza, de sua castidade. As dores da carne, do sexo animal, irracional.Era assim que ela queria se entregar nas mãos de Deus: pura e casta. Naquele momento, enquanto chorava a dor da maldade humana; enquanto dois rapazes, não muito mais velhos que ela (deveriam ter entre quinze e dezesseis anos) rasgavam sua carne, ela se entregava a Maria Santíssima. Ela pedia entre lágrimas que Maria, mãe de Jesus intercedesse junto à Ele por aqueles dois meninos. Talvez eles não tivessem compreendido que ela, não os amava assim, como homens e mulheres se amam. Em sua inocência de menina, ela perdoou os dois. Em sua dor e agonia, pedia também a Maria que levasse consigo seu espírito. Não queria entregar-se ao Senhor Jesus, filho de Deus Pai, sentindo-se suja. Se assim fosse, não da mesma forma com que os dois rapazes haviam saciado o desejo carnal de ambos, arrancando-lhe o que de mais precioso uma mulher tem (sua virgindade), Maria intercedesse novamente ao bom Cristo Senhor Nosso e a levasse para junto dele. O corpo, para ela, deveria manter-se casto, limpo, para que o espírito fosse salvo. O seu, já não o era mais.
Ao terminarem o serviço, muito bem feito, diga-se de passagem, os dois jovens perceberam a loucura que fizeram. Os dois, ali, parados naquela rua escura e estreita, sujos de sangue e esperma, viam agora, deitada no chão e toda rasgada, a linda e santa menina de catorze anos de idade. Ajoelhando-se ao seu lado, os dois gritaram e choraram. Não conseguiam compreender o crime que acabaram de cometer. A menina ali, estuprada e morta, só queria amar a "Deus".
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