Santa Vitória
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
COMEMORAÇÃO DO ANIVERSÁRIO DA IRMÃ VERA LÚCIA (24/11/2010)
No dia 24 de novembro de 2010, comemorou-se o aniversário da Irmã Vera Lúcia (Irmã Josefina) em sua residência, no Bairro Dom José Adelino Dantas (Monte do Galo), Carnaúba dos Dantas - RN. Na ocasião, a Irmã Aparecida (Irmã Josefina) homenageou os aniversariantes do mês, ali presentes. Foi uma comemoração bem simples, onde compareceram alguns casais do ECC que fazem parte da Pastoral Familiar e, pessoas da comunidade que fazem parte do Movimento das Famílias de São José.
Que Deus possa abençoar a Irmã Vera Lúcia lhe dando anos de vida à mais para que caminhe junto à sua comunidade em busca de santidade e paz espiritual.
"Eu não sou digno..."
Talvez se compreendessemos o grande dom que nos é oferecido a cada dia pelo Teu amor, aperceber-nos-íamos da nossa indignidade e, ao mesmo tempo, da grande dignidade que nos dás e a que nos chamas. Talvez fosse mais difícil entrarmos em jogos de poder e em "compromissos" que nos tiram a liberdade que nos dás... Talvez fosse mais difícil haver guerras, porque não quereríamos "estragar" a maravilha que é sentir-se amados e em tuas mãos a cada momento... Talvez essa era de paz, felicidade e Amor acontecesse todo o ano e não apenas numa época...
Ajuda-me, Senhor, a viver em constante vigilância dos meus atos, das minhas palavras... para ser instrumento de paz e nao de guerra!
domingo, 28 de novembro de 2010
UM ADEUS INESPERADO
- Tio, e você abraça ele assim, na frente de todos?
Sem compreender, virei-me para ele, um menino de uns treze anos de idade, aluno da escola onde leciono e disse-lhe:
- Claro que sim. Posso abraça-lo sempre que tiver vontade.
Ele, o menino, baixou a cabeça e saiu. Minutos depois, voltou para mim e, com olhar tímido, perguntou-me se poderia dar-lhe um abraço. No início não compreendi o motivo, mas depois ele contou-me que jamais tinha sido abraçado por sua mãe ou por seu pai. Falou-me que se por um acaso pedisse isso para um dos dois, apanharia. Aquilo deixou-me chocado, afinal, o que custa um abraço? Daquele dia em diante, todas as vezes que aquele menino me via, sorria e abraçava-me. Não era um abraço qualquer. Era o abraço de quem não sabe o que é carinho. De alguém que precisa ser amado e, de alguém que precisa de uma mão segurando a sua. O abraço de alguém que pede socorro.
Esse adolescente acabara de chegar de uma das maiores e mais perigosas favelas de Natal. No primeiro dia, todos o olhavam com medo, com receio de que ele fosse aprontar algo.
Ele chegou de mansinho surpreendendo a todos por seu geito sereno e manso de ser. Educado, amigo, colega, simpático, foi conquistando a todos na escola. Um menino muito inteligente e participativo. Estava sempre indagando, fazendo perguntas sobre tudo. Um anjo de olhar triste, apesar da alegria que exteriormente, transmitia. Sua família... Totalmente diferente, sem estrutura. Pessoas que pouco importavam-se em saber como ele sentia-se. Ali, ele via tudo o que o mundo profano tinha a oferecer-lhe: bebidas, drogas, prostituição... E dizia-me um dia, que queria sair dali. Queria poder sair para mudar aquela situação. Queria uma família de verdade.
Alguns meses após sua chegada , acostumamo-nos com sua presença. Sabíamos que em casa nada estava bem. Seu irmão mais novo (onze anos de idade) já roubara várias peças de bicicleta (bicicletas também). Seu pai e sua mãe não estavam bem (viviam brigando entre bebedeiras e consumo de drogas). O mais incrível, é que isso fazia com que ele estudasse ainda mais e seu desejo de ser alguém na vida, aumentasse.
O menino queria morar ali, na escola onde estudava. Ele encontrou naquele espaço tudo o que não encontrara em casa.
O tempo continuou a passar e, um dia, ele simplesmente sumiu. Não apareceu mais na escola. Não me procurou mais em casa. Sumiu! Ficamos sabendo que fugiu, pois sua família decidira ir embora de nossa cidade. Ele não acitava essa decisão, mas era obrigado a ir com os pais, caso ficasse. Era de menor, não poderia desobedecer.
Hoje, sempre que vejo nas telas de televisão meninos e meninas de rua, crianças espancadas pelos pais ou molestadas... Lembro-me daquele menino. Hoje, como professor, percebo que meu aluno é como um filho: precisa de carinho, compreensão, conforto, mão amiga e respeito. Assim, respeitando as diferenças, posso fazê-lo compreender seu papel importante na sociedade e, ajudá-lo a vencer as barreiras. Ele não sabe, mas quando ele me pediu um abraço, era eu quem estava precisando de um. Quando ele disse que gostaria de ser meu filho, eu não estava conseguindo ser pai. Foi aquele menino quem me ajudou a recuperar minha dignidade de mestre, esposo , pai e ser humano. A ele, agradeço pela mudança na minha vida. Onde quer que esteja, o abraço do PAI, nosso Deus, esteja contigo.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Os anjos combatem a nosso favor
O que aconteceu com os apóstolos deixou muita surpresa em Jerusalém. Alguns pensaram que estavam bêbados, porque rezavam numa língua estranha, diferente. Para nós, isso é uma necessidade. Batizados no Espírito Santo, recebemos também a graça de orar numa língua nova.
Estamos travando uma terrível batalha espiritual e a arma que Deus nos dá contra os espíritos malignos espalhados pelos ares é justamente a oração em línguas. É o próprio Espírito Santo orando em nós. Mais ainda: é orar e cantar na língua dos anjos. Eles oram e cantam conosco, reforçando nossa oração, combatendo a nosso favor.
Os anjos têm uma visão do mundo espiritual que nós, seres humanos, não temos, pois são espíritos. A grande maravilha é que, quando você ora e canta na língua deles [anjos], eles combatem a seu favor. É preciso que você ore e cante nessa língua para que esses seres celestes venham e combatam a seu lado.
Deus abençoe você!
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
(Trecho do livro "O Espírito sopra onde quer" de monsenhor Jonas Abib)
A memória não é livre, é automática...

"... As crianças têm de ter infância, têm de registar uma história de prazer, criatividade e interacção. Uma criança alegre gerará um adulto com um grande prazer de viver. Uma criança rígida gerará um adulto bloqueado, tímido, inseguro....
"A memória de uma criança é como uma folha em branco, pronta para ser escrita, embora aos sete anos de idade uma criança já tenha milhões de experiências arquivadas...
"A memória não pode ser apagada, extinta e nem sequer eliminada, mas sim reeditada".
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
UMA SANTA MENINA
Ficava olhando-a passar pelas ruas estreitas do bairro, enquanto olhos esfomeados saboreavam sua beleza pura. Assobiavam, faziam piadas e gestos obscenos... Nada a fazia olhar para trás. Apesar de menina, tinha uma opinião formada sobre o que era certo e, o que era errado. Continuava andando em linha reta sem fazer conta das cantadas, da cobiça.
Observando as atitudes dessa menina, percebi que ela era diferente das outras - pelo menos de suas colegas. Ela ia sempre à missa, sentava-se nos bancos da frente na Igreja, comungava, participava de um grupo de jovens e estava sempre com uma bíblia nas mãos. Era motivo de piada na sala de aula, afinal, com tanta beleza, poderia namorar quem quisesse. Melhor, poderia ter tudo o que quisesse. Quando ouvia comentários do tipo, por parte de suas amigas, ela os repudiava. Fechava a cara e dizia com firmeza que tudo o que queria, era o "servir a Deus".
Num certo dia, ao sair da Igreja, à noite, foi seguida por dois rapazes. Eles diziam-se interessados por ela (os dois). Ela não deu atenção e continuou sua caminhada, afinal, eram colegas de escola e, certamente, aquilo não passava de brincadeira - brincadeira de mal gosto, claro. Os rapazes não desistiram e, em certo momento, numa rua escura, atacaram a pobre menina linda. A menina jamais imaginou que aquilo pudesse acontecer com ela. Numa rua escura, dois sujeitos imundos pegaram à força a pobre menina. A menina chorava e gritava sentindo na pele branca a perda de sua pureza, de sua castidade. As dores da carne, do sexo animal, irracional.Era assim que ela queria se entregar nas mãos de Deus: pura e casta. Naquele momento, enquanto chorava a dor da maldade humana; enquanto dois rapazes, não muito mais velhos que ela (deveriam ter entre quinze e dezesseis anos) rasgavam sua carne, ela se entregava a Maria Santíssima. Ela pedia entre lágrimas que Maria, mãe de Jesus intercedesse junto à Ele por aqueles dois meninos. Talvez eles não tivessem compreendido que ela, não os amava assim, como homens e mulheres se amam. Em sua inocência de menina, ela perdoou os dois. Em sua dor e agonia, pedia também a Maria que levasse consigo seu espírito. Não queria entregar-se ao Senhor Jesus, filho de Deus Pai, sentindo-se suja. Se assim fosse, não da mesma forma com que os dois rapazes haviam saciado o desejo carnal de ambos, arrancando-lhe o que de mais precioso uma mulher tem (sua virgindade), Maria intercedesse novamente ao bom Cristo Senhor Nosso e a levasse para junto dele. O corpo, para ela, deveria manter-se casto, limpo, para que o espírito fosse salvo. O seu, já não o era mais.
Ao terminarem o serviço, muito bem feito, diga-se de passagem, os dois jovens perceberam a loucura que fizeram. Os dois, ali, parados naquela rua escura e estreita, sujos de sangue e esperma, viam agora, deitada no chão e toda rasgada, a linda e santa menina de catorze anos de idade. Ajoelhando-se ao seu lado, os dois gritaram e choraram. Não conseguiam compreender o crime que acabaram de cometer. A menina ali, estuprada e morta, só queria amar a "Deus".
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Tende cuidado, não vos deixeis enganar

Do sucesso e da vida...
Augusto Cury, Liberte-se da prisão das emoções
domingo, 21 de novembro de 2010
APENAS DOZE REAIS
Num certo momento, uma senhorinha (baixinha e de certa idade) conversava com aquela que parecia ser sua filha aos pés da escadaria do Santuário. Aquela cena nos chamou a atenção, pois sua acompanhante insistia muito para que a mesma não subisse os degraus de cimento. Percebemos nesse instante que a senhorinha tinha problemas para andar. Estava descalça num Sol de 30% graus e, seus pés, estavam bem inchados e vermelhos, além de mancar bastante ao andar. Aquilo não parecia importar. Ela insistiu tanto que sua acompanhante acabou realizando seu desejo.
Continuamos a observar aquela cena, até então, sem nos movimentarmos. Aos pés das escadarias do Santuário havia vários "pedintes" (no lado esquerdo e no lado direito). A cada passo dado, a senhorinha parava um pouco para descansar e, em seguida, continuava com extremo esforço, sua caminhada. Ouvíamos os pedintes ali sentados de um lado e de outro da escadaria pedindo esmolas. Mendigando uma moeda. Talvez uns precisassem, outros, talvez pedissem apenas para alimentar um vício qualquer. Mas o caso aqui não são os pedintes. Não podemos julgar as necessidades e dificuldades de quem não conhemos. Aliás, não podemos agir dessa forma nem mesmo com aqueles que conhecemos. Voltando à senhorinha, ficamos a olhar.
Minutos depois, a senhorinha e sua companheira pararam no término da escadaria. Lá, a senhorinha tirou de dentro de uma bolsa velha uma sacolinha com algumas moedas e notas de dois reais. Pediu que sua acompanhante contasse o dinheiro amarrotado e lhe ajudasse a distribuir. Ela tinha 12,oo reais distribuídos em notas e pratas. Queria descer novamente as escadarias distribuindo os 12,00 reais da seguinte forma: 6,00 reais ela daria aos pedintes do lado direito e, os outros 6,00 reais daria aos pedintes do lado esquerdo. Sendo que a distribuição das esmolas deveriam ser realizadas assim: 2,00 reais para uma pessoa do lado esquerdo e 2,00 reais para uma pessoa do lado direito, até chegar aos pés da escadaria. Nesse momento, percebemos que a acompanhante não teria condições de descer as escadarias com aquela senhora idosa. As pernas da senhorinha pareciam não ter mais coordenação, já que havia feito um tremendo esforço na subida. Então resolvemos finalmente sair da posição de observação e ajudar. Chegando lá, um de nós pegou no braço esquerdo daquela senhorinha simpática (ela não aceitou que sua acompanhante a soltasse para que outra pessoa a segurasse do lado direito) e começamos a descida. Percebemos que a dor que aquela mulher sentia nas pernas era enorme, mas o que nos chamava atenção, era a alegria que ela parecia sentir ao distribuir aquelas moedas e notas aos pedintes.
Ao entregar sua moedas ao último pedinte, um menino de uns doze anos de idade, a senhorinha olhou para cima e disse: - Obrigada minha Santa Vitória! O que dou a essas pessoas é pouquinho, mas é o que posso dar. Isso eu faço para agradecer o que a Senhora fez por mim. As moedas e as notas são bem pouquinho perto das graças que acabei de alcançar. Agora vou pra casa feliz Minha Santa. Lisa, sem um centavo no bolso, mas feliz!
Chamamos sua acompanhante e perguntamos o porquê daquela atitute, já que doando seu pouco dinheiro, ela ficaria sem nada... A acompanhante disse-nos que sua mãe (afinal estávamos certos) já não conseguia andar há algum tempo. Suas pernas inchavam muito e as feridas apareciam com frequência.Veio ao Monte do Galo em uma cadeira de rodas, dentro de um ônibus lotado. Ao chegar em frente àIgreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro sentiu vontade de botar os pés no chão. Aí, percebeu que o milagre tinha acontecido. Naquele instante resolveu doar tudo o que tinha àqueles que tinham menos do que ela. Naquele instante, o que ela tinha no bolso era 12,00 reais e, a partir desse dia, enquanto viva fosse, ela havia decidido que todos os anos, no período da festa de Santa Vitória, ela viria com sua filha à Carnaúba dos Dantas, no Santuário do Monte do Galo e faria a mesma doação, da mesma forma como havia feito.
Santa Vitória: Rogai por nós.
sábado, 20 de novembro de 2010
"Pela graça que me foi dada, recomendo a todos e a cada um de vós que não faça de si próprio um conceito maior do que convém, mas um conceito modesto, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu. Pois assim como num só corpo temos muitos membros e cada um de nossos membros possui diferente função, também nós, sendo muitos, somos um só corpo em Cristo, mas cada membro está a serviço dos outros membros. Temos, porém, dons diferentes segundo a graça que nos foi dada, seja a profecia, de acordo com a fé, seja o ministério, para servir. Se for o dom de ensinar, que ensine; se for o dom de exortar, que exorte. Se o de distribuir esmolas, faça-o com simplicidade. Se o de presidir, presida com zelo. Se o de exercer misericórdia, que o faça com alegria".
Já imaginou se não tivessemos os nossos membros em seus perfeitos lugares? Quais seriam as nossas reais atitudes? Nos contentaríamos com nossas mutilações, ou, lutaríamos para que as pessoas percebessem em nós, outros dons?
Assim como nós, meros seres humanos e pecadores, a Igreja não sobrevive sem os seus membros. Ela necessita que cada membro do seu corpo exerça sua verdadeira função. A verdadeira função do cristão, é servir. É doar-se e buscar apoiar-se em outros membros quando sentir-se fraco.
Infelizmente, muitos cristãos mutilam-se a cada dia, a cada instante de suas vidas apoiando-se em si mesmos. Colocam-se como "corpo" e não como "membros" de sua Igreja. São cristãos de pouca fé. São pessoas que não conseguiram ainda compreender a essência real da fé: simplicidade, humildade, doação, oração, entrega e união. São cristãos mutilados. Cada um buscando se sobressair, não como forma de superação, mas como alienação total, pois, mesmo os mutilados, buscam superar-se diante suas dificuldades aprendendo a conviver com seus defeitos. Esses sim, são membros de um só corpo.
A Igreja insiste na ideia de que somos todos providos de dons. Cada um com um dom diferente. Cada um com qualidades diferentes capazes de fazer também, a diferença em determinado setor. Seja numa pastoral, num serviço... Seja cantando, dançando, proclamando a palavra em nome do Senhor Jesus. Seja louvando, evangelizando, orando... Cada um, é um membro indispensável num corpo que necessita que todos estejam ligados. É preciso que acreditemos nessa verdade.
Muitas vezes esquecemos de olhar para o outro com um olhar de amor, de carinho, de afeto, compreensão e humanidade. Muitas vezes colocamos a nossa frente apenas as nossas necessidades nos achando a altura daquele que nos olha de baixo. Isso é mutilar todo o princípio cristão. É ir contra os preceitos da Igreja Católica e contra todo o processo de ensinamento baseado na Sagrada Escritura. Que dom é esse que dá e tira? Que mostra aquilo que não somos e, diz o que não sentimos? Isso é mutilação! Que dom é esse que faz pessoas fazer coisas fúteis e estar acima do bem e do mal? Que dom é esse que faz pessoas apontar os erros dos outros e não faz ver os seus próprios erros? Que dom é esse que faz pessoas aparecer como estrelas da Igreja enquanto deixam de lado o nosso maior e único astro: Jesus filho de Deus Pai? Que dom é esse que interfere, manda e desmanda naqueles servos e missionários que querem apenas agradecer ao bom Deus pelo dom da vida servindo-o e amando-o com sinceridade e humildade? Esse talvez seja o nosso maior pecado: nossa mutilação humana e espiritual que se sobressai à qualquer outro dom. Que nos separa dos outros membros e nos condena, nos mantém presos numa cadeia onde não há dom. A não ser, um conceito errôneo sobre nós mesmos, onde somos "corpo" e "membro" da nossa própria Igreja.
Santa Vitória: Rogai por nós.
Limpar a sujidade da alma...
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Minha amável e bondosa Santa Vitória, hoje venho através desta simples cartinha agradecer-lhe pelo milagre tão grandioso que me fizeste alcançar. Tudo começou quando após dez anos de uma incansável espera, consegui finalmente minha realização como mulher. Foram os dez anos mais longos de minha vida sabe? Neste tempo de incessantes visitas a médicos, indo e vindo de clínicas diferentes e nos desfazendo de nossos bens materiais para fazermos vários tratamentos e alcançarmos nosso objetivo maior: ser pai e mãe, o milagre aconteceu.
Eu e meu esposo moramos em Campina Grande. Buscamos todas as formas possíveis e até impossíveis de conseguirmos esse milagre. Lutamos juntos e, nessa luta, choramos mais do que sorrimos. Meu esposo trabalhava numa grande indústria e a nossa vida sempre foi baseada em materialismo e capitalismo absolutos. Apesar de sempre termos pensado em sermos pais, viajávamos muito, comprávamos muito e, nem nos preocupávamos com nossas perdas financeiras. Tínhamos carros do ano (os dois), roupas chiques, comíamos do bom e do melhor, comprávamos móveis estilosos... Mas com o tempo, isso foi perdendo todo o sentido. Éramos felizes, pois nos amávamos, mas não tinhamos o principal em nossas vidas: um filho! Não nos importava nem mesmo o sexo da criança. Nos importava sua presença em nossas vidas.
Certo dia, uma amiga da Igreja - somos católicos, íamos sempre às missas do domingo, mas para nós, isso bastava como cristãos - nos convidou para participarmos de um momento de oração entre casais que seria realizado ali, na nossa igreja. Disse-nos que talvez ali, fossemos encontrar uma resposta para o nosso problema. Começamos a participar do grupo de orações e isso, de certa forma, estava nos dando mais força e esperança. Mesmo assim, continuamos tentando através de tratamentos clínicos uma solução. Até ao exterior fomos. Vendemos carros, apartamento grande e todo mobiliado... Isso agora não nos parecia mais necessário. Fomos morar com minha mãe (ela morava sozinha em uma casa bem grande). Nada adiantava! No grupo de orações de casais, conhecemos um casal que passou por situação parecida. Eles moravam há apenas dois anos e meio em Campina Grande e haviam engravidado os dois - era assim que eles falavam - há apenas seis meses. Disseram-nos que numa cidadezinha perto de onde moravam existia um Santuário chamado Monte do Galo. Ali, várias pessoas já haviam conseguido graças por intercessão de Nossa Senhora das Vitórias, inclusive eles. Era preciso orar com fé e acreditar que Santa Vitória intercederia junto a Jesus por nós. Eles (o casal amigo e irmão) nos deram uma novena de Santa Vitória e pediram que jamais deixássemos de rezá-la. Ela deveria nos acompanhar sempre. Era preciso ser paciente, pois o nosso tempo e as nossas necessidades precisam ser compreendidas no tempo necessário de Deus para conosco. Continuamos procurando ajuda clínica. Nossos amigos mais antigos começaram a se afastar de nós. Começaram a nos chamar de loucos, afinal, vendemos todos os nossos bibêlos. Nos desfizemos de todo o materialismo e consumismo idiota que não nos trazia a felicidade real. Muitos diziam que poderíamos adotar um filho. Sim! Poderíamos e talvez isso possa acontecer um dia. Quem sabe? Mas queríamos sentir a alegria de sermos pais realmente. Sentirmos o bebê crescer a cada dia no meu ventre de mãe e, sentir a mão do pai a afagar meu ventre. Queríamos que o nosso bebê fosse fruto do nosso amor. Começamos a perceber que Jesus estava ao nosso lado em todos os nossos momentos por intercessão de Santa Vitória. Perdemos o medo de não dar certo. A nossa fé crescia cada dia mais. As nossas orações eram feitas com lágrimas nos olhos. Todas as terças - feiras, quando íamos a Igreja participar do grupo de orações, chorávamos muito com os depoimentos e testemunhos de casais que assim como nós, precisaram de tempo e esperança infinita para alcançar seu objetivo: o milagre da maternidade e da paternidade.
Decidimos fazer uma última tentativa. Desta vez, como não tínhamos mais tanto dinheiro disponível, apesar do meu esposo ainda exercer a mesma função na indústria em que trabalhava, entendemos que não é necessário gastar tanto para que Jesus nos concedesse o milagre da vida. Ali mesmo, numa clínica pública e pelo SUS, fizemos o último exame. Se nada acontecesse, tentaríamos a adoção. Nossas famílias sempre nos apoiaram em todas as nossa decisões e jamais se incomodaram de termos nos desligado das coisas materiais. Já os nossos antigos amigos resolveram se afastar completamente de nós, afinal, já não havia mais viagens, festas... Havia agora simplicidade, amor e fé. Parecia que nenhum deles conhecia o sentido da palavra fé.
Algum tempo depois voltamos ao laboratório um tanto incertos, afinal, já havíamos procurado ajuda até no exterior e nada. Antes de sairmos de casa, nos colocamos de joelhos aos pés da imagem de Santa Vitória (presente dos nossos amigos do grupo de orações e, segundo eles, comprada no Santuário do Monte do Galo). Rezamos e nos entregamos em suas mãos. Pedimos que intercedesse novamente por nós. Se assim acontecesse, seríamos fiéis a ti para todo o sempre e ao nosso bebê, daríamos seu nome. Choramos muito nesse dia, mas era como se uma luz no fim do túnel começasse a refletir. Choramos com incontida felicidade. Não sabíamos o porquê, mas nos abraçamos e entre lágrimas, sorrimos. Saímos de casa leves como se anjos nos levantassem do chão. Pegamos a novena de Santa Vitória e enquanto fazíamos o caminho até o laboratório, rezávamos a bendita novena. Após quase quatro anos fazendo parte do grupo de orações e dez, tentado ser uma mãe e um pai, hoje estamos aqui Santa e milagrosa Vitória para te agradecer a graça que nos concedeste. Aqui, em meus braços está minha filhinha, hoje com oito meses de idade. Consagro - a a Ti, como milagre de vida. Das nossas vidas. Ela é nosso maior tesouro e foi por Tua intercessão junto ao Bom Jesus, que somos pai e mãe.
Santa Vitória, rogai por nós. Amém.

A Mesa do Velho Avô
Um frágil e velho homem foi viver com seu filho, nora, e o seu neto mais velho de quatro anos. As mãos do velho homem tremiam, a vista era embaralhada, e o seu passo era hesitante. A família comia junto à mesa. Mas as mãos trêmulas do avô ancião e sua visão falhando, tornou difícil o ato de
comer.
Ervilhas rolaram da colher dele sobre o chão.
Quando ele pegou seu copo, o leite derramou na toalha da mesa. A bagunça irritou fortemente seu filho e nora:
-" Nós temos que fazer algo sobre o Vovô, " disse o filho.
-"Já tivemos bastante do seu leite derramado, ouvindo-o comer ruidosamente, e muita de sua comida no chão ".
Assim o marido e esposa prepararam uma mesa pequena no canto da sala.
Lá Vovô comia sozinho enquanto o resto da família desfrutava do jantar.
Desde que o Avô tinha quebrado um ou dois pratos, a comida dele foi servida em uma tigela de madeira.
Quando a família olhava de relance na direção do Vovô, às vezes percebiam nele uma lágrima em seu olho por estar só. Ainda assim, as únicas palavras que o casal tinha para ele eram advertências acentuadas quando ele derrubava um garfo ou derramava comida.
O neto mais velho de quatro anos assistiu tudo em silêncio. Uma noite, antes da ceia, o pai notou que seu filho estava brincando no chão com sucatas de madeira.
Ele perguntou docemente para a criança:
-" O que você está fazendo? "
Da mesma maneira dócil, o menino respondeu:
-" Oh, eu estou fabricando uma pequena tigela para Você e Mamãe comerem sua comida quando eu crescer."
O neto mais velho de quatro anos sorriu e voltou a trabalhar.
As palavras do menino golpearam os pais que ficaram mudos.
Então lágrimas começaram a fluir em seus rostos. Entretanto nenhuma palavra
foi falada, ambos souberam o que devia ser feito.
Aquela noite o marido pegou a mão do Vovô e com suavidade o conduziu atrás da mesa familiar.
Para o resto de seus dias de vida ele comeu sempre com a família. E por alguma razão, nem marido nem esposa pareciam se preocupar mais quando um garfo era derrubado, ou leite derramado, ou que a toalha da mesa tinha sujado.
As crianças são notavelmente perceptivas. Os olhos delas sempre observam, suas orelhas sempre escutam, e suas mentes sempre processam as mensagens que elas absorvem. Se elas nos vêem pacientemente providenciar uma atmosfera feliz em nossa casa, para nossos familiares, eles imitarão aquela atitude para o resto de suas vidas.
O pai sábio percebe diariamente que o alicerce está sendo construído para o futuro da criança.
Sejamos sábios construtores de bons exemplos de comportamento de vida em nossas funções.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
ORAÇÃO DA FAMÍLIA
Dom Marcos Barbosa
Bem debaixo, Senhor, da tua asa,
coloca a nossa casa.
Nossa mesa abençoa, e o leito, e o linho,
guarda o nosso caminho.
Brote, em torno, o jardim, frutos e flores,
em nossa boca, louvores.
Conserva pura a fonte de cristal,
longe o pecado e o mal.
Repele o incêndio, a peste, a inundação,
reine a paz e a união.
Bem haja na janela o azul do dia,
na parede, Maria.
Encontre a noite quieta a luz acesa,
quente sopa na mesa.
Batam à porta o pobre e o viajor,
e tu mesmo, Senhor.
que a outro sol conduz
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Senhor, obrigado!
Senhor, que eu veja!

Do blog "Caritas in Veritate"
sábado, 13 de novembro de 2010
Caminho de Assis
Quando o sol queimar os egoísmos
E a cidade voltar ao ritmo das crianças,
Quando o sonho encontrar seu mar
E a montanha o seu Alverne...
Um novo Cântico do Sol encherá o céu
De versos inéditos de Francisco.
Quando formos capazes
De descer do nosso próprio cavalo
Para beijar o leproso
E caminhar a pé, com ele Cireneu,
Sem temer a indiferença das maiorias...
Só então nossos discursos
Irão além das boas intenções.
Quando nossas janelas, estradas e canções
Tiverem olhos e ouvidos de Francisco...
Para todas as paisagens haverá um pintor,
Para todas as borrascas um arco-íris
E para todos os sofrimentos uma Páscoa.
As nossas palavras serão de Paz e Bem,
As nossas construções de fraternidade;
E quando o futuro despertar a noite
O mundo será da cor dos corações.
Quando nos despirmos, como Francisco,
De todas as roupas e ambições,
Das máscaras, preconceitos e plágios,
Das hipocrisias e ilusões do consumo,
De todas as maquilhagens e prisões sociais...
Nesse dia, remidos de todas as mentiras,
Teremos ganho a verdade que liberta.
Quando entregarmos a capa ao pobre,
(porque o irmão vale mais que a roupa),
quando oferecermos a Bíblia à viúva
(porque a caridade vale mais que a Palavra de Deus),
quando partilharmos o pão que mendigamos
(porque a vida vale mais que o alimento),
quando gastarmos tempo com o doente
(porque o doente vale mais que o tempo)...
então Assis ficará mais perto;
em cada mulher haverá um coração de Clara
e em cada homem, um rosto de Francisco.
Frei Manuel Rito Dias
É o grande paradoxo deste milênio. Em tempo algum, a Igreja teve chances tão grandes para plantar valores de eternidade num mundo ateu, materializado, distante de Deus.
A insatisfação generalizada, que lateja nas linhas e entrelinhas da história, é a estrada de Damasco do homem contemporâneo.
Cresce a busca do sagrado, em toda a parte, no mistério dos corações inquietos, pássaros feridos que tanto desejam alçar voo para o alto, mas sentem-se presos à terra. Nosso planeta nunca esteve tão aberto à Boa Nova do perdão, da misericórdia, da ternura e da reconciliação divina, como nos dias atuais.
Pe. Roque S.
Da revista "MENSAGEIRO DO CORAÇÃO DE JESUS"( Vol.107. N 1.192. Jul/ago-2001)
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
É incrível vermos a quantidade de pessoas que infelizmente tomam para si a aparência do sábio. Essas pessoas costumam esquecer que o bem mais precioso não está na autoridade e tão pouco na prepotência aparente da voz. Jesus sentava-se ao chão com seus discípulos e servos. Ele não sentaria, nem mesmo nos dias atuais, em cadeiras de nobres onde seriam postos à sua frente pratos de iguarias diferentes, talher diferente para cada tipo de prato... Ele não olharia os móveis chiques e tão pouco, lustres e ornamentos. Jesus olharia no olho e aí, veria até onde vai sua sabietude. Veria se a sua humildade te faz um ser honrado e digno de sua visita e do seu perdão.
É incrível vermos o quanto o homem e a mulher se satisfaz com a vida fácil, com o supérfluo. Não aprenderam que não somos nós que marcamos as horas no relógio do tempo. Não somos nós que definimos o nosso destino. O ser humano: eu e você, somos fáceis de sermos enganados. Sabe por quê? Por que costumamos esperar que os outros façam por nós aquilo que não achamos necessário correr atrás. Nos achamos muito importantes para sujarmos nossas mãos. Ficamos cansados com facilidade e, por isso, queremos que os outros nos deem pronto aquilo que não tivemos a humildade de correr atrás. Não fomos sábios o suficiente para percebermos que assim como as coisas fáceis vem de forma fácil, elas vão-se mais rapidamente ainda.
Jesus não se envergonhava de ser filho de um carpinteiro, pelo contrário, Ele se orgulhava de ser filho de um José e de uma Maria pobres, mas escolhidos por Deus Pai, Criador do céu e da terra. Jesus não se importou em dividir o pão e o vinho com seus discípulos, pelo contrário, multiplicou-os para que uma multidão faminta não passasse fome nem sede. Então, assim como diz o Livro do ECLESIÁSTICO já no capítulo 11, versículo 1 "A sabedoria do humilde levanta-lhe a cabeça e o faz sentar-se no meio dos grandes". Sê você o sábio que busca sua grandeza nas coisas pequenas. Sê você aquele ou aquela que não se engradece de suas vitórias e tão pouco humilha aos menos favorecidos, pois a sabedoria de um homem ou de uma mulher não está em sua riqueza material. Ela encontra-se solidificada na fé, no respeito para com o outro e para com si próprio e, na forma humilde de aceitar-se como é e entender que assim, sua sabietude será reconhecida por todos, principalmente por Jesus Cristo.
Que Santa Vitória vos dê a honra de interceder a Jesus por todos nós. Amém.
Você quer que o Senhor lhe dê muitas graças?
Quereis que o Senhor vos dê muitas graças? Visitai-O muitas vezes. Quereis que Ele vos dê poucas graças? Visitai-O raramente. Quereis que o demônio vos assalte? Visitai raramente a Jesus Sacramentado. Quereis que o demônio fuja de vós? Visitai a Jesus muitas vezes. Quereis vencer o demônio? Refugiai-vos sempre aos pés de Jesus. Quereis ser vencidos? Deixai de visitar Jesus. Meus caros, a visita ao Santíssimo Sacramento é um meio muito necessário para vencer o demônio. Portanto, ide frequentemente visitar Jesus, e o demônio não terá vitória contra vós.
Quanto mais fracos nos sentimos em nossa sexualidade, em nossos pensamentos e vontade, tanto mais precisamos da Eucaristia comungada e adorada. Assim obteremos, em Jesus Sacramentado, toda força, coragem, ânimo e destemor de que precisamos.
Quando adoramos Jesus na Eucaristia, Ele nos injeta a salvação, purifica-nos e liberta-nos.
Que Jesus entre na sua casa e comece a reinar. Que o Santíssimo Sacramento se levante para abençoar o Brasil, o seu lar, seu casamento, seus filhos, sua maternidade e sua paternidade.
Deus abençoe você!
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
(Trecho do livro "Eucaristia, nosso tesouro" de monsenhor Jonas Abib)
Deixando-me perdoar, aprendo a perdoar...
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
A Bondade de Deus
(Artigo publicado no site Igreja Hoje, no dia 20/10/2010)
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Todas as coisas são um milagre
Pode ser que um dia deixemos de nos falar…
Mas enquanto houver amizade, faremos as pazes de novo.
Pode ser que o tempo passe…
Mas se a amizade permanecer, um do outro há-de lembrar-se.
Pode ser que um dia nos afastemos…
Mas se formos amigos de verdade, a amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos…
Mas, se ainda sobrar amizade, nasceremos de novo um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe…
Mas com amizade construiremos tudo novamente
Cada vez de forma diferente,
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.
Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre
Outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
Assim escreveu A. Einstein
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
“Um leão rugiu, quem não ficaria com medo? O Senhor Deus falou, quem não profetizaria?” (Am 3,8).
Profetizar, aqui, não se trata de revelar o futuro, mas de transmitir o que o Senhor nos fala. O profeta é um instrumento de Deus para falar aos homens. Nós somos esses profetas. Você é um profeta de Deus dentro da sua casa, na sua comunidade, porque eles precisam saber dessa colheita que se aproxima.
Sabendo que falta pouco tempo, você não pode brincar em serviço. Não podemos viver as atitudes e as práticas do joio, porque não o somos! Os da sua casa também não o são. Deus quer salvar não só você, mas você e toda a sua casa!
Você quer perder alguém dos seus? Quem você escolheria para ser jogado no fogo? Nem Deus deseja isso. Por isso, Ele revela Seus segredos aos Seus servos. Você precisa levar Jesus e o Espírito Santo a cada pessoa da sua família. Essa é a receita para que você e sua casa sirvam ao Senhor. Precisamos pedir ao Espírito Santo sobre todos da nossa casa. Somente assim poderemos dizer:
“Eu e minha casa servimos ao Senhor”.
Deus abençoe você!
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
(Trecho do livro "Eu e minha casa serviremos ao Senhor" de monsenhor Jonas Abib
De qual graça você precisa hoje?
Todos nós precisamos de graças especiais a cada dia que desperta, sobretudo, a graça da perseverança. Precisamos pedir a Deus essa virtude para tudo o que desejamos empreender, porque quando deparamos com as dificuldades, as incompreensões e as críticas, a nossa tendência é desanimar e, muitas vezes, até desistir.
Não podemos abandonar os sonhos e projetos de Deus a nosso respeito, ao contrário, em meio às dificuldades, assumamos esta verdade:
“O meu Deus e meu Senhor é minha força e me faz ágil como a corça; para as alturas me conduz com segurança ao cântico de salmos” (Habacuc 3,19).
Rezemos os Salmos sempre, porque seguramente vamos aprender com os salmistas a superar os obstáculos e a avançar na caminhada com coragem e determinação.
Jesus, eu confio em Vós
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
. Qual é o Centro do seu Dia?
Não entendo como se pode viver cristãmente sem sentir a necessidade de uma amizade constante com Jesus na Palavra e no Pão, na oração e na Eucaristia. E entendo perfeitamente que, ao longo dos séculos, as sucessivas gerações de fiéis tenham ido concretizando essa piedade eucarística: umas vezes, com práticas multitudinárias, professando publicamente a sua fé; outras, com gestos silenciosos e calados, na sagrada paz do templo ou na intimidade do coração.
Antes de mais, devemos amar a Santa Missa, que tem que ser o centro do nosso dia. Se vivemos bem a Missa, como não havemos de continuar depois o resto da jornada com o pensamento no Senhor, com o desejo irreprimível de não nos afastarmos da sua presença, para trabalhar como Ele trabalhava e amar como Ele amava? Aprendemos então a agradecer ao Senhor mais outra delicadeza: que não tenha querido limitar a sua presença ao instante do Sacrifício do Altar, mas tenha decidido permanecer na Hóstia Santa que se reserva no Tabernáculo, no Sacrário. (É Cristo que passa, n. 154)
Salmo 51 (50) PRECE DE UM CORAÇÃO CONTRITO (MISERERE)
Tem compaixão de mim, ó Deus, pela tua bondade;
pela tua grande misericórdia, apaga o meu pecado.
Lava-me de toda a iniquidade;
purifica-me dos meus delitos.
Reconheço as minhas culpas
e tenho sempre diante de mim os meus pecados.
Contra ti pequei, só contra ti,
fiz o mal diante dos teus olhos;
por isso é justa a tua sentença
e recto o teu julgamento.
Eis que nasci na culpa
e a minha mãe concebeu-me em pecado.
Tu aprecias a verdade no íntimo do ser
e ensinas-me a sabedoria no íntimo da alma.
Purifica-me com o hissope e ficarei puro,
lava-me e ficarei mais branco do que a neve.
Faz-me ouvir palavras de gozo e alegria
e exultem estes ossos que trituraste.
Desvia o teu rosto dos meus pecados
e apaga todas as minhas culpas.
Cria em mim, ó Deus, um coração puro;
renova e dá firmeza ao meu espírito.
Não me afastes da tua presença,
nem me prives do teu santo espírito!
Dá-me de novo a alegria da tua salvação
e sustenta-me com um espírito generoso.
Então ensinarei aos transgressores os teus caminhos
e os pecadores hão-de voltar para ti.
Ó Deus, meu salvador, livra-me do crime de sangue,
e a minha língua anunciará a tua justiça.
Abre, Senhor, os meus lábios,
para que a minha boca possa anunciar o teu louvor.
Não te comprazes nos sacrifícios
nem te agrada qualquer holocausto que eu te ofereça.
O sacrifício agradável a Deus é o espírito contrito;
ó Deus, não desprezes um coração contrito e arrependido.
Pela tua bondade, trata bem a Sião;
reconstrói os muros de Jerusalém.
Então aceitarás com agrado os sacrifícios devidos,
os holocaustos e as ofertas;
então serão oferecidos novilhos no teu altar
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
É tempo de vida nova
“Senhor, eu vos louvarei entre os povos, anunciarei o vosso nome aos meus irmãos. Aleluia!” (Sl 17,50; 21,23)
O encontro com Jesus Cristo é decisivo. Somente Ele tem a chave da vida. Só n’Ele o homem encontra a revelação do Amor que tanto busca: ”Deus o mundo tanto amou, que lhe deu seu próprio Filho, para que todo o que nele crer encontre vida eterna. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho Unigênito” (João 3,16.18).
Deus está intervindo no mundo e o Cristo Ressuscitado, Misericordioso, sofre as demoras na espera da conversão de cada pessoa em particular.
Será que já chegou a nossa vez? Como estamos em nossa abertura para a luz de Cristo? Nossas ações têm testemunhado a obra de Deus em nós?
É tempo de vida nova! É tempo de não ter medo de abraçar o bem. É hora de se aproximar da luz de Cristo e abandonar de vez as obras das trevas. Este é o dia que o Senhor fez para nós. Temos graças suficientes para vencermos o mal.
Oremos uns pelos outros! Amando-nos e respeitando-nos como irmãos!
Jesus, eu confio em Vóssegunda-feira, 1 de novembro de 2010
Bem-Aventuranças
dos céus.
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão
saciados.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão
misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de
Deus.
Bem-aventurados os que sofrem perseguição, por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus